sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Funk – Saiba Mais Sobre o Gênero Musical

Com origem na década de 60, o funk é um gênero musical muito popular no Brasil. Ele nasceu de músicos afro-americanos que misturavam o soul, o R&B e o jazz, criando uma forma de música mais dançante e com muito ritmo. Com isso, é tirada a ênfase da harmonia e melodia, trazendo uma espécie de groove rítmico com muita bateria de fundo e um baixo elétrico.
As músicas do estilo funk normalmente são baseadas em apenas um único acorde, o que as distingue de músicas do estilo R&B. Elas são reconhecidas por batidas que são repetitivas e possuem uma percussão muito marcante e um ritmo que leva as pessoas a sentirem vontade de dançar.
Depois de sua origem em meados dos anos 70, o funk sofreu influências de diversos músicos de jazz. Já nos anos 80 ele se dividiu em vários subgêneros, e entre seus derivados estão o rap, o break e o hip hop, que ganharam força nos Estados Unidos com as bandas Soulsonic e Sugarhill Gang. No final dessa mesma década surgiu o house music, que tinha como característica a mistura do funk tradicional com os efeitos sonoros eletrônicos e os samplers.
No Brasil, o derivado mais presente é o funk carioca. Com influências do Miami Brass – ritmo originário da Flórida – as letras de músicas de funk são mais erotizadas e os ritmos e as batidas são mais rápidos. Apenas no ano de 1989 é que o ritmo começou a ganhar destaque e ser temas de vários bailes. No começo, as letras do funk carioca falavam sobre a vida nas favelas, armas e drogas, e mais tarde ganharam uma temática mais voltada para o lado sexual e de duplo sentido. Atualmente o funk é bastante popular no Brasil inteiro e já chegou a ser a sensação do verão europeu no ano de 2005.

Fonte: http://www.ancorador.com.br/geral/funk-saiba-mais-sobre-o-genero-musical

As Trilhas Sonora que Embalam as Novelas Brasileiras

As novelas brasileiras se destacam não só por um bom personagem ou pelo enredo. Um bordão e a trilha sonora também as tornam inesquecíveis. Alguns temas, além de consagrar as bandas ou cantores, marcam época. Das trilhas nacionais, alguns artistas como Biafra, Titãs, Guilherme Arantes e Legião Urbana têm parte de seu repertório embalando histórias da ficção. Só o grupo Roupa Nova tem mais de 35 músicas nas novelas da Globo. Como não se lembrar de “Dona” (em “Roque Santeiro”, 1985), “A Viagem” (tema de abertura da novela “A Viagem”, 1994), “Whisky A Go-Go” e “Um Sonho A Mais”, na dobradinha da novela homônima de 85?
Grandes sucessos das trilhas estão na voz da cantora Marina Lima. “Prá Começar” é parte da trilha de “Roda De Fogo”, e o hit “A Francesa” faz parte da novela “Top Model”, ainda hoje sinônimo de sol e verão desde sua consagração na década de 80. Artistas como As Frenéticas com “Dancin’ Days” alavancaram a carreira e marcaram época com a novela homônima e tema da personagem Julia Abraão, vivida por Sonia Braga.
Já no início dos anos 90, uma novela que inclusive teve reprise recente no canal Viva foi “Vale Tudo”, a qual ficou marcada com “Brasil”, música do Cazuza que resumia o país daquela época e ganhou ainda mais força na voz de Gal Gosta. Na mesma década, Sidney Magal retornou triunfalmente com a lambada “Me Chama Que Eu Vou”, música de abertura e tema da personagem Maria do Carmo na novela “Rainha Da Sucata”.
Outro exemplo inesquecível de trilha sonora de novela é “Pelado”, do grupo Ultraje a Rigor. A música embalou a abertura de “Brega E Chique”, de 1987. O refrão “pelado, pelado, nu com a mão no bolso” e as cenas ousadas com um modelo nu foram a sensação do fim da década e imortalizaram o hit da banda.

Fonte: http://www.ancorador.com.br/geral/trilhas-sonora-embalam-novelas-brasileiras

História de São José dos Campos

As origens de São José dos Campos remontam ao final do século 16, quando se formou a Aldeia do Rio Comprido, uma fazenda jesuítica que usava a atividade pecuarista para evitar incursões de bandeirantes. Porém, em 10 de setembro de 1611, a lei que regulamentava os aldeamentos indígenas por parte dos religiosos fez com que os jesuítas fossem expulsos e os aldeãos espalhados.
Os jesuítas voltaram anos mais tarde, estabelecendo-se em uma planície a 15 quilômetros de distância, onde hoje está a Igreja Matriz de São José, no centro. Este núcleo, que deu origem à cidade, tinha clima agradável e ficavam numa posição estratégica em caso de invasões. Novamente a missão passava aos olhares externos como fazenda de gado. Nesse período, a aldeia apresentou sérias dificuldades econômicas por causa do grande fluxo de mão de obra para o trabalho nas minas.
De aldeia a vila
Em 1759, os jesuítas foram expulsos do Brasil, e todas as posses da ordem confiscadas por Portugal. Na mesma época, Luis Antonio de Souza Botelho Mourão, conhecido como Morgado de Mateus, assumiu o governo de São Paulo, com a incumbência de reerguer a capitania, mera coadjuvante num cenário em que Minas Gerais se destacava pela atividade mineradora. Uma das primeiras providências foi elevar à categoria de vila diversas aldeias, entre elas São José, com o objetivo de aumentar a arrecadação provincial.
Mesmo antes de se tornar freguesia, a aldeia foi transformada em vila em 27 de julho de 1767 com o nome de São José do Paraíba. Foram erguidos o pelourinho e a Câmara Municipal, símbolos que caracterizavam a nova condição. Entretanto, a emancipação política não trouxe grandes benefícios até meados do século 19, quando o município passou a exibir sinais de crescimento econômico, graças à expressiva produção de algodão, exportado para a indústria têxtil inglesa.
Fase sanatorial
Depois de ocupar posição periférica no período áureo do café no Vale do Paraíba, São José dos Campos ganhou destaque nacional na chamada fase sanatorial, quando inúmeros doentes procuravam o clima da cidade em busca de cura para a tuberculose. Gradativamente já estava sendo criada uma estrutura de atendimento, com pensões e repúblicas.
Em 1924 foi inaugurado o Sanatório Vicentina Aranha, o maior do país. Somente em 1935, com os investimentos do governo de Getúlio Vargas e a transformação do município em estância climatérica e hidromineral, o município pôde investir em infraestrutura, principalmente na área de saneamento básico, que no futuro viria a ser um trunfo a mais para a atração de investimentos destinados ao desenvolvimento industrial.
Entre 1935 a 1958, a cidade foi administrada por prefeitos sanitaristas, nomeados pelo governo estadual. A autonomia para eleger o prefeito foi perdida em 1967, durante o regime militar, e reconquistada em 1978.
Indústrias e centro de compras
O processo de industrialização da de São José dos Campos tomou impulso a partir da instalação, em 1950, do então Centro Técnico Aeroespacial (CTA) - hoje Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) - e inauguração da Via Dutra, em 1951. Nas décadas seguintes, com a consolidação da economia industrial, a cidade apresentou crescimento demográfico expressivo, que também acelerou o processo de urbanização.
Nos anos 90 e início do século 21, São José dos Campos passou por um importante incremento no setor terciário. A cidade é um centro regional de compras e serviços, com atendimento a aproximadamente 2 milhões de habitantes do Vale do Paraíba e sul de Minas Gerais.